A minha gratitude invoca somente ar-terra-fogo-água, elementos da
essência da vida cuja conjugação nos abençoou em zelo e hospitalidade
naquela areia mais fina.
As brisas quentes de um Agosto de alma sã, trouxeram uma ruiva
impulsividade de descoberta quinhentista a mares nunca antes
navegados. Abraçaram e fizeram enlaçar duas tenras jóias perdidas.
Cada baú foi aberto a golpes de nortada e aquecido a sopros do Sahara,
que mais podia aquele ar salgado ditar?
Onde acaba a dureza da rocha pelo macio do mar, a areia mártir
acolheu-nos a cada passo suavizando a pegada dura do próximo.
Insatisfeita como seu papel deixou-se marcada para sempre esperando
que o mar apagasse as nossas mágoas em lágrimas de sal.
O fogo do astro rei foi sempre o nosso guia. Ditou as regras de cada
segundo tosco e secou o suor de uma febre. Só o calor que se sente é
indicador de um incêndio, só esse mesmo calor esteriliza uma peste. Os
olhos ruivos na esfera da princesa Grimm viram nascer e morrer um
príncipe. O sol deu luz a histórias que serão bem guardadas.
O mar conversou sempre calmo com as nossas cruzadas e investidas,
permitiu os suaves transbordos de chagadas e de partidas e marcou em
suaves tatuagens indígenas os desenhos da praia em maré vazia.
As ondas ainda hoje as ouvimos....Não é imaginação são o eco de uma boa memória
(Beijos grandes e obrigada)
Maggienifica <3
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