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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

'm♥ angels stars



Sou uma habitante da vossa galáxia e moro num planeta distante. muito além das estrelas. O vosso planeta atraiu-me pelo tão belo colorido que tem,  e ao qual não resisti e vim espreitar.  pois quem sabe- pensei- onde existem tão belas cores como serão os seres que o habitam? Os seres que me encantaram logo, são muito engraçados, são pequeninos, cheios de vida,  a energia da alegria é uma fonte inesgotável neles, acho que lhes chamam "crianças".  Aqui no meu planeta também existem seres com esta energia e são a nossa Luz,  o calor da vibração das almas,  voam à nossa volta e relembram-nos a toda a hora quem somos, quando nos perdemos da nossa energia e assim a alegria está sempre acordada em Nós.. Por isso não percebo porque é que neste tão maravilhoso planeta a fonte da alegria está adormecida.... 
Digo isto porque reparei que os seres maiores, não os deixam voar livremente, contagiar a energia do planeta. Pelo contrário mantém-nos fechados, guardados,  parece-me que não querem que a sua energia se expanda muito...
Será que não sentiram?   aqueles seres tão puros, tão expontaneos,  são o seu tesouro,  interior? são a riqueza de sua alma que aprisionaram dentro deles,  e a quem se esqueceram de deixar a luz acesa.
A mim parece-me, que estes seres crescidos estão tão absorvidos pelo mundo material, estão tão preocupados em produzir e ganhar matéria que estão a passar essa energia para as crianças. Como se elas tivessem,  que crescer rápidomente para produzir, ganhar, criaram quase fórmulas para treiná-las a ser suas réplicas, em vez de as deixarem experienciar de novo,  cada momento.
criar novas emoções,  que seriam contagiadas pela alegria se estivessem livres, se não fossem cópias....
Por outro lado,  as crianças absorvidas pelo mundo dos crescidos , estão tão atentos a todos os seus gestos, a todas as palavras, que já têm dificuldade em criar momentos vindos da essência pura da Alma. apenas recriam os momentos
vividos pelos crescidos, seguem suas pegadas,  seus trilhos.  Isto  faz-me recordaruma historia.  com muitos milhares de anos,  que se conta no meu planeta.
Conta-se que tendo havido uma quebra na energia da alegria todos os habitantes mais velhos perderam o riso e os corações começaram a fechar-se. Para solucionar esse problema energético,  criaram uns jardins onde os mais velhos se sentavam a observar os mais novos que os incentivavam a ouvir,  a fechar os olhos, e deixar-se ir pelos sonhos, pelas gargalhadas,  pela expontaniedade de cada palavra, cada gesto. À medida que os mais velhos se iam entregando aquele exercício seus corações começavam a abrir-se e então passavam para outros jardins onde eram misturados com os mais novos e eram incentivados a brincar, a voar com eles,  praticavam muito o exercício dos abraços e dos beijos,  e quando o amor fluia expontaneamente nos seus corações, qual não era o espanto:  estes abriam completamente,  a energia da alegria acordava, os risos renasciam.
Aquela época ficou conhecida até aos dias de hoje como o 'O acordar do Amor'.

Foi fantástico e perdura até agora...
Vou recomendar esta fórmula aos habitantes deste lindo planeta.
Parece que lhe chamam TERRA…

~by_unknow

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

'As respostas, sempre lá estiveram …

«… como acontecia habitualmente quando ela se encontrava num transe hipnótico. A cabeça virava para um lado e para o outro.
-O que é que está a ver agora? O que se esta a passar?
A sua voz tinha subido ao tom.
-Sinto… há alguém que está a falar comigo!
-O que é que lhe dizem?
-Falam de paciência. Devemos ter paciência …
-Sim, continue.
A respostas veio do mestre poeta.
-Paciência e a altura certa … tudo acontece quando tem de acontecer.
Uma vida não pode ser apressada, não pode ser inserida numa programação como tanta gente pretende. temos de aceitar aquilo que nos é dado em qualquer momento, sem pedir mais. Mas a vida é interminável, o que quer dizer que nunca morremos; na realidade, também nunca chegamos a nascer. Apenas nos limitamos a passar por fases diferentes. Não tem fim. Os seres humanos Têm muitas dimensões. mas o tempo não é como o vemos, trata-se em vez disso de um conjunto de lições que são aprendidas.
Seguiu-se uma longa pausa. o Mestre poeta continuou.
-Tudo ficará claro para ti, no seu devido tempo. mas deves procurar uma oportunidade para digerir o conhecimento que já te transmitimos.
Catherine estava silenciosa.
Há mais alguma coisa que deva aprender?-perguntei baixinho. -Não consigo ouvir ninguém...»

in, muitas vidas, muitos mestres ~Brian Weiss

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

' ... nem eu mesma sei


«Eu... eu... nem eu mesma sei, nesse momento... eu... enfim, sei quem eu era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então.»
~Alice, in wonderland

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

'Acendam-se as luzes!

De novo, um novo dia. No palco: o mesmo planeta de sempre. 

A peça em cartaz também é a mesma: o baile de máscaras.  

Os actores:  Toc Toccc. Esgotou-se o tempo. -já vai começar.

Toca o despertador e o homem com máscara de empresário sai pela rua com os vidros do carro fechados. Seu sistema imunológico metaboliza títulos em ordem alfabética.
 A mão com máscara de coitada bate na janela, mas o chouffer com máscara de fiel diz que hoje não. O sinal abre.

Na esquina, o velho, com máscara de síndico conversa com a senhora com máscara de lamento. Ela recita texto chorosa, enquanto o velho com máscara de sindico acena a cabeça sem talento algum.

Na farmácia, alguém com máscara de farmacêutico atende o rapaz com máscara de doente. O doente irrita-se com o preço do calmante, atravessa a rua e vai comprar cigarros na padaria do senhor que não queria fazer o papel de padeiro.
Lá, muitos mascarados passam em rodízio; alguns por costume, outros por vício.

Na hora do almoço, entra em cena o rapaz com máscara de empregado. Seu papel é servir o pernil com máscara de saboroso ao homem casado com a mulher com máscara de indiferente. Seus filhos, adolescentes, usam máscaras de quem não tem máscara. As luzes vão caindo pela ribalta.

Os mascarados disfarçam as curvas indesejáveis, retocam a idade com massa cosmética, e saem pelas sobras da noite, peregrinando de bar-em-bar comprando gargalhadas com gotas de álcool. Crentes de que são autênticos, chegam ao clímax de quatro, inventando significados enciclopédicos para a  palavra -AMOR-.
Depois engolem as páginas junto com comprimidos.

Do outro lado do balcão, alguém revela a verdade absoluta num longo arroto. De tão distorcido, soa natural. O som se propaga pelo instituto-de-beleza feito telefone-sem-fio, ampliando-se copo a copo.

Por fim, o mundo alcança o seu limite. Não há mais como suportar a pressão de viver pisando em ovos. O sol chega inevitavelmente. Os mascarados, então, voltam pelas ruas tentando arrancar o que já se transformou na própria pele. Alguns desfalecem pelo caminho e resolvem dormir para sempre nas praças. Outros, persistentes, chegam até suas casas e, de pijamas, sonham como seria dormir nus...

"  Uma coisa é mergulhar na humanidade lúcido de que a experiência humana está contida (dentro) de nós. Outra coisa é mergulhar na humanidade acreditando que nós estamos contidos dentro dela. Eis a diferença entre o louco e o sábio. O louco se afoga no mesmo baile de máscaras que o sábio flutua".

~Marcelo Ferrari

terça-feira, 30 de novembro de 2010

'Querido Pai Natal

My sweet Santa claus: queria tanto encontrar o mundo livre e isento de mim...

domingo, 21 de novembro de 2010

'I see u ...

Acendem-se as luzes.
De novo, um novo dia. No palco, o mesmo planeta de sempre. A peça em cartaz também é a mesma: o baile de máscaras.  Os actores... Trimmmmm!  Já se esgotou o tempo, vamos começar.
Toca o despertador e o homem com máscara de empresário sai pela rua com os vidros do carro fechados. Seu sistema imunológico metaboliza títulos em ordem alfabética. A mão com máscara de coitada bate na janela, mas o chofer com máscara de fiel diz que hoje não. O sinal abre. Na esquina, o velho, com máscara de síndico conversa com a senhora com máscara de lamento. Ela recita seu texto chorosa e tranquilamente, enquanto o velho com máscara de sindico balança a cabeça sem talento algum.
Na farmácia, alguém com máscara de farmacêutico atende o rapaz com máscara de doente. O doente se irrita com o preço do calmante, atravessa a rua e vai comprar cigarros na padaria do senhor que não queria fazer o papel de padeiro.
Lá, muitos mascarados passam em rodízio; alguns por costume, outros por vício.
Na hora do almoço, entra em cena o rapaz com máscara de empregado. Seu papel é servir o pernil com máscara de saboroso ao homem casado com a mulher com máscara de indiferente. Seus filhos, adolescentes, usam máscaras de quem não tem máscara. As luzes vão caindo pela ribalta. Os mascarados disfarçam as curvas indesejáveis, retocam a idade com massa cosmética, e saem pelas sobras da noite, peregrinando de bar em bar- comprando gargalhadas com gotas de álcool. Crentes de que são autênticos, chegam ao clímax de quatro, inventando significados enciclopédicos para a  palavra -AMOR-.
Depois engolem as páginas junto com comprimidos.
Do outro lado do balcão, alguém revela a verdade absoluta num longo arroto. De tão distorcido, soa natural. O som se propaga pelo instituto-de-beleza feito telefone-sem-fio, ampliando-se copo a copo.

Por fim, o mundo alcança o seu limite. Não há mais como suportar a pressão de viver pisando em ovos. O sol chega inevitavelmente. Os mascarados, então, voltam pelas ruas tentando arrancar o que já virou pele. Alguns desfalecem pelo caminho e resolvem dormir para sempre nas praças. Outros, persistentes, chegam até suas casas e, de pijamas, sonham como seria dormir nus...

"  Uma coisa é mergulhar na humanidade lúcido de que a experiência humana está contida (dentro) de nós. Outra coisa é mergulhar na humanidade acreditando que nós estamos contidos dentro dela. Eis a diferença entre o louco e o sábio. O louco se afoga no mesmo baile de máscaras que o sábio flutua".

(Marcelo Ferrari)

domingo, 8 de agosto de 2010

'Once upon a time...


uma menina que vivia e sorria numa liberdade que não via. 
Saltitava de bola em bola concebida da  magia do sabão.
Um dia questionou, e a -bola rebentou-.
Olhou, e viu o mundo ser-lhe devolvido em pontos de interrogação.
Sentiu-se perdida,  cheia de medo, baralhada e até mesmo sufocada.  Teve vontade de chorar.
Nada do que soube, era. Nada do que viu, foi.

E agora?? O que restava?? nada...
Só lhe apetecia fugir daquele lugar a sete-pés. Tantas lembranças,  tantas recordações. Tantas vidas, tantas estórias, tantas paixões, tantas incertezas, tantos vai-e-vem. estava perdida.
-tem solução??
Sentiu tudo baralhado. Triturado. Estragado. Desorganizado.

Não sabia que aquele lugar estava dentro dela. -Como?? Se nunca o tinha visto...
De olhos fechados deixou-se cair docemente num silêncio de perguntas de onde um dia tudo parecia ter feito sentido, e onde agora, tudo tinha desaparecido.
      (em fase de introspecção)