Falta quase para pouco.
Ela não sabe bem – perdida nestes caminhos, - o que esta expressão significa… mas sabe, que lhe sabe bem. É esta suspensão prometida no tempo, que para ela caracteriza bem o que sente, aqui. É uma sensação assim mesmo: 'quase'. Uma espécie de optimismo sempre presente, uma promessa leve de concretização, um confortável 'quase', um adocicado 'pouco'. Parece que está no céu, mas ainda não está.
Se ele estivesse presente, estaria a rir, feito louco. Olhava para ela e diria: és uma tola, deliciosa, mas uma, enorme tótózinha . És uma incorrigível romântica. estás sempre a viajar na maionese, pensas demais. Estás sempre a sonhar. Tu não existes. O tempo não existe, lembras-te? …Tudo isto é uma ilusão. esse é o caminho directo para o sofrimento.
Sim, ela sente que o que ele lhe diz é verdade. Ao mesmo tempo que a deixa confortável e liberta, fica, sem saber como agir. Não funciona, intelectualizar-mos as palavras. Isso, ela sabe, muito bem. Serve apenas para nos enganarmos-nos. e ela, não se quer enganar, mais.
é por isso que se deixa perder: neste sabor, neste céu, neste quente, neste fogo, neste mar. Nas ondas, nas estrelas, neste crepitar. ela sabe, que eles são os verdadeiros presentes que não se podem comprar. São únicos e genuínos.
Falta quase para pouco.
Experimenta. O que acontece? O que surge ? Que sentes, se sentes. Que cores, que sons, que sabores
inventas por entre as memórias?...
Ela não sabe bem o porquê, mas sabe que se sente a falta de um Hug. Apenas isso ...
Ela não sabe bem o porquê, mas sabe que se sente a falta de um Hug. Apenas isso ...

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