
Sempre foi desejo, uma vontade por realizar
Fazer amor à chuva, junto ao mar
Lembro como fosse hoje, tal dia de Outono Tu e eu, naquela praia a noite, numa ida sem retorno
Apenas nos os dois, o mar, a lua
Eu queria que fosses minha e tu querias eu fosse tua
Sem estrelas para contar, a lua encoberta
Deitei-te na areia, lancei-me a descoberta
Suavemente toquei o teu rosto, beijei o teu pescoço
Arrepiaste-te, senti-me menino e moço
Não precisa de luz, não precisava de te ver
Apenas com o toque, senti o teu corpo tremer
Tremer não era de frio, era de desejo profundo
E eu absorvido pelo teu corpo, podia acabar o mundo!!!
Com as minhas mãos entre as tuas coxas, beijei-te ardentemente
Queria possuir-te naquela noite, muito lentamente
Explorar cada centímetro do teu corpo, saciar-me na tua beleza
Nunca tinha desejado ninguém assim, disso tinha a certeza
As nuvens encobriram a lua, a chuva miudinha ia caindo
E eu entre os teus seios, te ia descobrindo
A chuva molhou os nossos corpos, não nos fez parar
Não arrefeceu o nosso desejo, à chuva nos íamos amar
A chuva que caía, o mar que nos banhava, o teu corpo salgado
Sabor único, delicioso, momento sagrado
Dois corpos que uniam a chuva, almas que se saciavam
Promessas que se cumpriam, desejos que se realizavam
Gemidos húmidos, vontades tórridas, loucuras da juventude
Sentimentos comuns desfrutados na plenitude
E foi naquela noite, molhado mas quente
Que guardei a lembrança de nos dois, na minha mente
-João Carlos Aleixo
Em “Nas asas da imaginação”
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