«Os nossos corações têm a sua linguagem própria. A voz do coração está
sempre desejosa de ser ouvida, embora normalmente tentemos mantê-la
abafada. Por vezes, ela pura e simplesmente se manifesta de rompante.
Então pode acontecer um encontro verdadeiro.
Um encontro real
traz-nos de volta ao nosso centro. Não nos sentimos sós. O nosso
sentimento de alienação desvanece-se. Podem acontecer espontaneamente.
Podem acontecer por momentos, ou podem durar algum tempo. Podem
acontecer entre duas pessoas, ou entre uma pessoa e o céu. Não podemos
exigir que um encontro real aconteça. Mas podemos convidá-lo a
acontecer. As duas componentes principais sãoduas pessoas que sejam
verdadeiras. Isto significa que cada pessoa está disponível para
abandonar a sua necessidade de controlar a outra ou de usar a outra para
os seus fins egocêntricos. Esquecem-se de desejar ver o elogio nos
olhos do outro, ou a necessidade de serem importantes. Não estão a usar o
relacionamento como uma fantasia pessoal. Estão simplesmente desejosos
de deixar que alguma coisa aconteça, exactamente da forma que ela
quiser. Esqueceram o medo e a necessidade de se proteger. Podem até ver
que não há nada a proteger.
Este tipo de encontro é tremendamente
libertador. Quando acontece, alguns começam a rir alto ou até a chorar.
Alguns dizem que prepararmo-nos para um encontro com um rei.»
~in Zen e a arte de Amar
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