sábado, 15 de dezembro de 2012

'Encontros ... (nossos)

«Os nossos corações têm a sua linguagem própria. A voz do coração está sempre desejosa de ser ouvida, embora normalmente tentemos mantê-la abafada. Por vezes, ela pura e simplesmente se manifesta de rompante. Então pode acontecer um encontro verdadeiro.
Um encontro real traz-nos de volta ao nosso centro. Não nos sentimos sós. O nosso sentimento de alienação desvanece-se. Podem acontecer espontaneamente. Podem acontecer por momentos, ou podem durar algum tempo. Podem acontecer entre duas pessoas, ou entre uma pessoa e o céu. Não podemos exigir que um encontro real aconteça. Mas podemos convidá-lo a acontecer. As duas componentes principais sãoduas pessoas que sejam verdadeiras. Isto significa que cada pessoa está disponível para abandonar a sua necessidade de controlar a outra ou de usar a outra para os seus fins egocêntricos. Esquecem-se de desejar ver o elogio nos olhos do outro, ou a necessidade de serem importantes. Não estão a usar o relacionamento como uma fantasia pessoal. Estão simplesmente desejosos de deixar que alguma coisa aconteça, exactamente da forma que ela quiser. Esqueceram o medo e a necessidade de se proteger. Podem até ver que não há nada a proteger.
Este tipo de encontro é tremendamente libertador. Quando acontece, alguns começam a rir alto ou até a chorar. Alguns dizem que prepararmo-nos para um encontro com um rei.»

~in Zen e a arte de Amar

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